terça-feira, 21 de setembro de 2010

O resultado de uma tarde sem trabalho

Andei pensando (sem piadas quanto a minha capacidade intelectual, por favor). Sabem aquela velha história de que é só errando que se aprende?! Pois é. Não vou falar disso não, antes de mais nada. Nem se preocupe viu! Pode deixar.
É uma droga sem fim né, a gente ficar lendo aqueles textos de auto ajuda, dizendo que é no sofrimento que a gente cresce. Eu chega fico triste só de pensar nos livros do Augusto Cury! Verdade mesmo. É muito triste, uma pessoa, quem quer que seja, para viver bem a sua vida, tenha que ficar lendo aqueles livrinhos enjoados de superação e determinação. Ok. A gente cresce muito no sofrimento sim, eu bem sei disso. Massa. Mas não é só no sofrimento que crescemos não. Acho que podemos amadurecer muito, também, com um sorriso no rosto. A lágrima não está intrínseca ao crescimento. E sofrer não é sinônimo de crescer. Ave Maria! Essa história de que, devemos aceitar o nosso sofrimento, pois nós temos que sofrer, já que erramos numa vida passada, e para crescer e nos melhorarmos, faz-se necessário aceitar as, inevitáveis, tristezas, é a história mais horrível do mundo!
Vixe, eu odeio esse tipo de frase! Quer me ver com raiva, é só falar dos discursos feitos por pseudos espíritos de luzes (acho que o plural fica assim :P). Conviver e aceitar minha situação é a melhor coisa a se fazer sim. Só desta maneira passaremos pela provação com menos dificuldade. Mas não é todo mundo mesmo que consegue ser assim. Afinal, você já ouviu falar de várias meninas que, mesmo após uma cirurgia, dançavam com sua muleta, algo parecido com funk, diariamente?! Infelizmente isso é muito incomum nas pessoas. Nós tendemos a nos fechar na dor, ficar encolhidinhos no quarto, chorando baixinho em nossas respectivas camas. Sei direitinho disso. Mas chega uma hora que temos que sacudir a poeira. Temos que tocar a vida pra frente, não importa como, nem onde. O que importa é sair daquela dor.
E tem "espírito de luzinha", que ainda vem tentar argumentar comigo, que só aqueles que sofrem e aceitam seus sofrimentos, irão para o reino dos céus. Igual aquele corno do Divaldo Franco falando mal dos pretos velhos. Eita raiva que me deu! Eu achava que o Divaldo era o mais próximo que teríamos do Chico Xavier, aqui na Terra. Lêdo engano! Ele é um corno (repito)! Eu até chorei, ao vê-lo e ouvi-lo dizer tamanhas barbaridades sobre coisas que estão muito acima do seu poder de compreensão. Do nosso poder de compreensão de quem é um mero "humano, ridículo, limitado, que só usa 10% de sua cabeça animal!"
Mas tudo bem, isso foi bom porque assim eu constatei, mais uma vez, que aqui não existem anjos (nem tampouco demônios), é só uma questão de saber qual dos lados você quer demonstrar. Sei lá. Nem vou começar a falar disso não, porque me empolgo, e não tem nada a ver com o que eu queria escrever. Aliás, o que eu queria escrever mesmo? Ah é. Sofrimento. Voltando.
Nem a pau que alguém vai me convencer um dia, que aquele que agüentou e sofreu calado, apático, passivo, sem se mover, merece mais o reino dos céus, do que aquele que agüentou e sofreu calado, mas um dia ficou de saco cheio e mandou tudo pra puta que pariu. Acho que, aquele que mandou tudo pra puta que pariu, é um vencedor. Um guerreiro. E aquele que sofreu calado, é uma espécie da masoquista. Só pode! Ok. Mas também não era isso que eu queria dizer não.
Eu queria dizer alguma coisa sobre o passado de lágrimas tornar-se a alegria do futuro, ou melhor, do presente. Queria dizer sobre como o mundo dá voltas e cá estou eu, com o coração sossegado novamente (um milagre no universo)! Queria dizer que, depois que aquele amor acaba, a gente pára e pensa; “Nossa! Como eu estava satisfeita com pouca coisa” (em todos os sentidos que essa frase possuir).
Ah é, não posso esquecer de agradecer àqueles que me fizeram sofrer. Valeu mesmo! Se vocês não tivessem partido o meu coração, eu, provavelmente, ainda estaria apaixonada por tão poucas coisas! Se, um dia, eu não tivesse chorado de amor, depois que todos vocês partiram (e trituraram) meu coração, eu não estaria hoje, sorrindo, exatamente no lugar que sempre quis estar.

* Sabe aquelas paixões intensas, insanas, inapropriadas, irresistíveis e inconseqüentes? Pois é. Elas são como um fogo avassalador queimando tudo que está por perto.
O único problema é que na mesma rapidez, intensidade e insanidade que elas surgem, elas se vão. E pra onde eu não sei. Nem quero saber! Deixa pra lá. E aí ficam apenas as memoráveis e doces recordações do que foi bom, atrelado a um gigantesco asco.
O quê se há de fazer meu Deus, quando tudo o que sobra daquele romance gigante, tem o tamanho exato de uma mala? Ou quando todas as juras de amor tornam-se meras cartas empoeiradas?
Santo Antônio, Santo Antônio. Fazer promessas e trabalhos pra Oxum? Tem também, a amizade colorida com uma amiga. E ainda existem muitos peixes no mar.

“Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata.” – Clarice Lispector.

1 comentários:

  1. Oi meu Anjo,
    conocrdo com você, que o sofrimento não é a única forma de crescimento, mas infelizmente é a que a maioria adota inconcientemente, por não saber viver. Feliz de quem sabe evoluir sorrindo, ele pode dizer que quase único.
    É mais ou menos dessa forma que devemos pensar, acredito que não agradecendo, nem aceitando que os outros te façam sofrer, pedindo a Deus e aos espíritos de luz que guiem essas pessoas para um melhor caminho pois eu penso que se elas fazem os outros sofrerem e nem se sentem mal elas não devem ser muito evoluídas, não gosto muito de falar dessa forma pois parece que eu estou julgando e não é essa a minha intenção.
    Bom acho que era isso que eu queria te falar.
    Parabéns pelo seu texto e principalmente pela sua superação, você merece muitos aplausos por ser essa pessoa maravilhosa que é.
    Beijos e mais beijos.
    Te adoro.

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"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos." - Clarice Lispector