Deveria agora, conforme a sequência que emplaquei, falar acerca de algum filme. Escrever uma pseudo crítica ou dar uma de jornalista frustrada, como queiram.
No entanto, esses dias, por maior que seja o número de filmes maravilhosos que tive acesso, apenas um acontecimento, que não está no cinema, porém, continua enquadrado, permanece em meus pensamentos.
Não vou falar de política. Estou cansada dessas eleições! Não agüento mais ter que escolher o candidato menos ruim.
Eu não quero escolher! Não tem nada pra escolher, meu Deus do céu! Por que eu tenho que optar pelo menos pior? Não quero o menos pior, quero o melhor de todos. Quero escolher entre o bom e o muito bom.
Meninas, digam se vocês (“Arô arô ten-ção. Tesesinha uhuhú!?")não concordam comigo. Você precisa ur-gen-te-men-te de uma nova calça jeans! Escolhe, então, três calças jeans chiquerrímas. Todas com strass pra dar um chame, bem apertadinhas e pela metade do preço!
Questão de honra, obrigação e um dever de mulher, comprar, ao menos, uma peça!
A primeira fica expremendo as gordurinhas! A segunda só entra depois de muito esforço e contorcionismo dentro de um cubículo conhecido como provador e, a terceira calça não entra nem depois de prender todo o ar contido nos pulmões!
Uma merda sem fim! Nenhuma é boa o bastante. É nessa hora, então, que você começa a suspirar e olhar pra calça. Que dúvida cruel! O que fazer?
‘É moça. Dessa vez não vou levar nada. Não gostei de nenhuma das opções.’
É muito triste eu sei. Afinal, estamos falando de uma li-qui-da-ção! Mas do que me adianta comprar um negócio que eu sei que não vai funcionar muito bem?! Algo que não é o adequado?!
Pois é. Na calça jeans eu posso optar por não ficar com nenhuma das três opções (com muita dificuldade, obviamente) e continuar rodando no shopping, mas com o voto, não tem escolha. Ou eu voto ou eu voto (claro, posso não votar e receber multa, ficar impedida de prestar concurso público, etc).
Estou sem saco pra isso! Chega de músicas para promover candidatos! Não quero mais saber de horário eleitoral e não aguento mais ver a minha querida capital, emporcalhada com fotos de ladrões por todos os lados!
Estou desiludida quanto a ética dentro da política. Aliás, com ética e a moral, dentro de qualquer cenário que envolva o exercício do poder. Muito perigoso esse negócio de mandar em tudo e em todos. Somos muito humanos para lidar com esse tipo, tão delicado, de situação. Desacredito totalmente da honestidade dentro destes contextos, visto não termos capacidade para conviver com tal prerrogativa de controle.
Não quero escolher o menos ladrão! Não quero escolher o menos corrupto!
Esses dias, comecei a fazer uma lista de ‘prós e contras’, pra tentar decidir por pura e espontânea pressão, em quem votar. Estou tendenciosa a votar no que tiver menos ‘contras’. Difícil mesmo é conseguir algum ‘pró’!
Esses dias li que a Dilma deixou de comparecer à um debate promovido por um canal religioso alegando incompatibilidade de agenda.
Não por acaso, durante o debate, foi divulgado que a mulher do Lula, ao invés de honrar seu povo e suas obrigações políticas, estava apreciando o novo álbum do grupo musical Pato Fú.
De fato, esse novo "CD de Brinquedo", foi uma sacada de mestre! Não posso condená-la por ter bom gosto.
Ei, ter bom gosto musical pode ser considerado um "pró" a favor da Dilma SSauro?
domingo, 10 de outubro de 2010
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