segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Só de encontrar ...

Silêncios. De decepção, de cansaço ou de saudade. Variadas formas de saber. E, em comum, têm apenas essa vontade de não querer ser. De não fazer. De não pertencer.
Quer-se, tão somente, ficar. Deixe estar. Do jeito que vai. Deixa-me ver onde o vento faz a curva. É só calar e observar. Um pouco de apatia talvez. Ou antipatia e avareza. Só mais um dos tantos estados do ser. Esquecer de ser, pro vento levar.
Um não querer participar de viver, da platéia pertencer, sem permanecer. Só de ver passar. Só de olhar. Só de pensar.
Não, não. Quer dizer. Sem pensar, nem pezar. Pouco importar. Um não querer de encontrar.
Um tédio que faz parte, uma tristeza que é natural de viver. Pra que forçar o sorrir e fingir feliz? Qual o erro de conservar o silêncio? Pra que mentir a euforia? Faz parte da alegria essa solidão. E da felicidade a saudade. Nós somos feitos de silêncio e sons.
Que me deixem quieta, que quietude não é depressão. Que me deixem em silêncio. Não tenho medo daquilo que não se escuta.
Os que nada dizem, não aspiram confiança. Enorme equívoco! Experiências sinestésicas acumulam certezas, destroem o que dói.
Sem efeito placebo. Já volto. Sempre volto. Deixa-me ser.
'Tem certas coisas que eu não sei dizer...'

2 comentários:

  1. OLÁ YELLOW

    SOU SEU MAIS NOVO NOVO SEGUIDOR.

    ESTA CHAVE QUE DEIXO AQUI ENTRE OS SEUS SEGUIDORES, CERTAMENTE, ABRIRÁ TODAS AS PORTAS PARA VOCÊ EM 2011.

    TORÇO, SINCERAMENTE POR ISTO.

    QUE TEXTO FORTE ESTE QUE ESCREVEU.DENSO E MUITO REFLEXIVO.GOSTEI!

    ESTOU CONVIDANDO VOCÊ PARA QUE VISITE MEU BLOG DE HUMOR: "HUMOR EM TEXTO".

    A CRÔNICA DESTA SEMANA É : "AH, MULHERES DE SAIA!"

    ESPERO QUE VOCÊ PARTICIPE E DÊ SUA OPINIÃO.

    UM ABRAÇÃO CARIOCA

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  2. Que pena , no seu blog não tem como seguí-la.

    Bem assim que mudar, me avise, faço questão.

    Ok?

    Outro abração carioca.

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"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos." - Clarice Lispector