“Quem, eu? Nunca, jamais faria algo assim”, costumava falar isso. E pensar isso também. “Não tenho coragem”, emendaria logo em seguida. “Mas o que eu posso fazer? Eu sou assim”, típica crise de Gabriela! E olha que sempre soube que a mola do mundo é a mudança. A transformação e reviravolta das coisas que, outrora, estavam arraigadas numa rotina confortável (ou não). E até gosto dessa coisa das novidades. Verdade mesmo. Mesmo quando ela, aparentemente, não é boa. Porque é assim não é mesmo, -inclusive, aproveitando o ensejo -, muito se resiste à mudança pois ela está intimamente atrelada ao diferente do que nos habituamos. Bom ou ruim a gente acostuma. E desapegar do que era estimado, é deveras difícil. Pelo menos pra mim. Sempre foi. Mas hoje adoro quando essas coisas acontecem. Claro, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Isso não quer dizer que eu, de uma hora pra outra, passei a descartar pessoas (e nem falo coisas porque estas eu costumo descartar fácil mesmo...). Não mesmo. “Bonzinho só se fode!”, lembro logo. E até concordo, mas acho que dá pra achar um meio termo na coisa. Dá pra deixar de ser bonzinho(a) e se transformar, simplesmente, numa boa pessoa. E é aí que está o ponto. A mudança é boa quando a gente sabe brincar com ela. Brincar de crescer. Aprender a viver, eu diria.
Mas não é bem sobre isso que eu queria falar. Na verdade não sei bem o que dizer. É tudo tão recente. Foi agora. Há dois minutos. Juro! Acho que ainda não “processei”, mas, já que tem um tempinho livre, um computador dando sopa e um turbilhão de idéias, nada melhor do que tentar ordená-las não é mesmo?
Eu mudei. Não, não. Isso acontece a toda hora. Acho que é melhor; - eu tentei! Desde ontem, na verdade, mas só agora concretizei.
Hoje de manhã quando acordei, o pensamento era igual, apesar de atitude diferente é bem verdade – tenho o meu mérito também vai -, e agora, depois disso tudo (se eu te contar o que aconteceu você vai brigar comigo, vai dizer que isso não é nada demais e pensará “grande mudança porra nenhuma”, então, para evitar a fadiga, vou ficar calada. “Mistério sempre há de pintar por aí”, afinal ...) eu continuo aqui, a mesma pessoa. A mesmíssima pessoa, apenas um pouco mais feliz por ter ousado me sentir diferente de mim mesma, o que é vital uma vez ao dia.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário